Arquivo da tag: love

INSPIRATION: STYLE SCRAPBOOK

Ando numa fase muito básica. Talvez por isso o estilo da Andy Torres, a blogueira por trás do Style Scrapbook , tenha me chamado tanto a atenção. Andy, que é mexicana, trabalha como stylist em Amsterdam é sempre impecável, porém despojada.

Os looks da Andy são básicos, o que os tira do lugar comum é o jogo de proporções, já que ela brinca muito com comprimentos e ombros marcados. Andy é bem econômica no uso de estampas e cores chamativas, e quando as usa, centraliza o look nelas. Andy também é muito detalhista, e costuma pontuar seus looks mais simples com sapatos – de preferência botas – sobreposições e cintos.

(Andy num momento reles-mortal de all-star)

Inspiração até pro jeans e camiseta.

 (fotos: style scrapbook)

Anúncios

ISABEL MARANT

Isabel Marant é unanimidade quando se trata de prét-à-portér.

A estilista, que foi um dos grandes destaques de 2010, é a nova rainha do estilo francesinha-chique.

Por culpa dela, as calças skinny de barra dobrada e a legging de couro vermelha são tendências confirmadas.

a/w 2010-2011:

 
 

s/s 2011:

    

 

O que mais me atrai no estilo de Isabel Marant é a forma com que ela traduz a influência de uma década. Na coleção de inverno, Isabel traz os ombros, as barras dobradas e os kitten heels dos anos 50, mas a coleção não cai no estereótipo que a década traz consigo. Pelo contrário: a coleção é fresca e apaixonante. Já na coleção de verão, ela traz a tona os anos 70 e a california, usando modelagens mais esportivas e soltas, aliadas ao mood típico da década, mais uma vez, sem cair no estereótipo de pantalonas, safári e disco. Tudo isso somado ao je ne sais quoi e a um toque de despojamento, no melhor estilo peguei-a-primeira-roupa-que-vi.

Como se já não fosse o suficiente, Marant nos oferece o consolo de poder usar dos seus truques de styling pra atualizar o look.

 Pra dobrar as barras do jeans já.

 

(fotos do style.com)

Seis bilhões de parceiros ideais

Nós encontraremos o parceiro ideal para você. Esse é o slogan de uma agência de matrimônio que prova sua eficácia em um comercial de TV. Mas afinal, o que é ideal? Ideal é ter o mesmo gosto musical do parceiro? Ideal é ter a barriga definida e correr 10 km por dia? Nossos padrões são surreais, nossas carências são astronômicas, e agora, um filão lucrativo de mercado. Não que haja algo de errado em querer alguém que tenha algumas afinidades em comum com você, mas pagar dez mil reais por um marido ou procurar pretendentes em sites de encontro parece exagero.

Nosso problema é a solidão. Em meio a mais de seis bilhões de pessoas, nos sentimos sozinhos, isolados, incompreendidos. Reféns de nossa própria carência. Tal carência é somada à velocidade que assola tudo hoje em dia. Não sabemos ter calma. Queremos nos apaixonar para ontem, queremos o combo completo: romance, relacionamento e felicidade, tudo pra viagem. Tudo isso para que, talvez, não nos sintamos tão sozinhos, isolados e incompreendidos.

Nós não somos ideais. Somos errados, errantes. Somos mutáveis. O que ontem era ideal, hoje não é mais. Nós queremos ser perfeitos, mandar no destino feito semideuses inconseqüentes da mitologia.

Precisamos tirar o pé do acelerador e apreciar a paisagem. Olharmos-nos no espelho procurando a nós mesmos e não a um perigoso inimigo infiltrado. Precisamos amar para sermos amados. Amar de verdade, com a alma. Dizer menos não e mais sim. Tentar mais uma vez. Dar a cara à tapa e sorrir com deboche. Usar mais batom e menos base. A vida é curta demais para que capítulos inteiros de sofrimento não levem a um final feliz.

E se não lhe amarem de volta, paciência. Ainda existem outras seis bilhões de pessoas no mundo.

Sobre sapatos e amor à primeira vista.

Uma vez, li que encontrar um namorado era como escolher um par de sapatos. Toda mulher deve saber que não existem regras para encontrar um sapato, já que, na verdade, ele é quem lhe encontra, e não você que o escolhe entre todos os outros. Certamente, toda mulher já teve um sapato mais-ou-menos que lhe valia mais do que todos os outros, um sapato maravilhoso que lhe fazia morrer de dor nos pés e um que, depois de anos, resolveu lhe encher os dedos de bolhas e calos.

Confesso que meu comportamento para comprar sapatos define bastante o meu comportamento sentimental. Lembro-me perfeitamente do último par de sapatos de salto que comprei. Era janeiro e eu ainda chorava o último fora e a perda das minhas inestimáveis sandálias pretas, básicas, inseparáveis, estilo gladiador, pesadas. O salto do pé esquerdo havia entortado de tanto usá-las. A culpa não era minha se elas combinavam com todo o meu armário.  Eu havia passado o dia caminhando, quando vi uma loja de sapatos. O dia havia sido ótimo, mesmo que longo, e eu e minha mãe (melhor amiga, fiel escudeira e motorista), quase como nômades perdidas no deserto, entramos na loja, sedentas por lançamentos de verão.

Ao entrar na loja, me deparei com um par de sandálias pretas de salto muito alto, meia pata e tiras grossas, que embora não fosse o par mais bonito da loja, havia me chamado a atenção da porta. O único número da loja. O meu número. Ao sentar no pequeno pufe de couro e puxar o pequeno fecho dourado da sandália, sabia que aquele sapato deveria ser meu.

Desnecessário dizer que vivi um caso de amor à primeira vista. Até hoje, vivo um caso de paixão com minhas queridas sandálias, que nunca me fizeram uma bolha sequer, e todas as vezes que as calço, sinto-me um pouco mais poderosa.

Naquele dia, eu não havia me planejado para comprar sapatos e, para dizer a verdade, o esmalte dos meus pés estava descascando. Minhas fiéis sandálias pretas me ensinaram uma enorme lição, não há porque criar expectativas enormes ou se prender a velhos apegos, o destino estará lhe aguardando na esquina, o inesperado acontece. Naquele dia, minhas sandálias me fizeram acreditar em amor, mais uma vez.

E uma dorzinha no pé, uma vez ou outra, acontece.

crônica sem título + justificativa

Verborragia. É estranho como necessito registrar cada um dos meus impulsos e sentimentos, quase como se fosse vital, feito doença, vício, impulso descontrolado. Preciso escrever para que a tempestade não me destrua, para que eu não me afogue nas minhas próprias águas turvas. E quando escrevo, fluo. Tomo banho na chuva da minha própria tempestade, e deixo que ela leve de mim tudo aquilo que me suga. Deixo que a minha tempestade te leve de mim, para que um dia, tu sejas só uma boa lembrança.

No caos da minha tempestade, encontro poesia. Lá, teu cheiro não exerce poder sobre mim. Lá, somos personagens. Teu destino em minhas mãos, nosso destino em minhas mãos. Mãos que digitam obsessivamente, que tiritam para escrever uma nova história. Uma realidade paralela, controlada pelas minhas digitais, escrita pelas minhas unhas descascadas. Uma realidade egoísta, um refúgio. Fechei minha porta para ti, embora ainda te observe pela janela. Longe o suficiente para não me ver, perto o suficiente para que eu te veja.

Dirás que eu que quis assim, te direi que eu fiz as minhas escolhas. Direi-te que escolhi o mundo ao teu lado, acreditando estar fazendo o melhor para nós dois, quando na verdade, estava escolhendo por mim. Fui egoísta, acelerei demais e bati em uma árvore. Não enxerguei a dimensão dos meus sentimentos. Fechei os olhos para a minha obsessão.

E agora, aqui estamos. Eu, aprisionada no meu reino de mentiras, e tu, ao relento.

Abandonei o blog, é verdade. Mas há pouco mais de um mês, não consigo fazer nada além de escrever. Não tenho inspiração pra escrever nada além deles, isso sem contar a função de fim de ano no colégio, formatura e tal.

Eu uso mais o TUMBLR, e pra quem quiser me seguir, o link é esse.

primavera (ou quase)

Agosto em Porto Alegre significa alguns dias de (muito) calor, alguns dias de chuva, alguns dias de primavera, alguns dias de inverno e alguns dias com algumas estações opostas combinadas.

O melhor disso tudo (sim, existe um lado positivo) é que no hemisfério norte (ou seja, LOOKBOOK, Caroline’s Mode, WWW, Le blog de Betty e todos esses blogs gringos) o tempo também varia dessa forma aleatória, nos inspirando e dando uma ajudinha naqueles dias abafados, chuvosos e com noites frias.

Verão pra que?

(vou procurar mais umas imagens, quando eu achar, atualizo o post)

Beijos, Laurinha

i’m lovin’

Sou apaixonada por listas. Listas de coisas a fazer, wishlists e outras bobagens listadas em geral. Hoje, decidi compartilhar aqui – em forma de lista, é claro – minhas últimas manias, paixões, desejos e playlists.

  • Louis Garrel: ator francês, protagonista do último melhor filme que eu vi (La Belle Personne, próximo item da lista). geminiano e filho do cineasta Phillipe Garrel.  Louis também é protagonista de outros inúmeros filmes indies, como Canção de Amor e Os Sonhadores. Louis também foi fotografado para a Vogue L’Uomo em março de 2008, por Bruce Weber. O que apaixona de verdade é a naturalidade de Louis , quase como se não estivesse interpretando, e sim simplesmente agindo; além de seus cabelos e jeito bagunçados e até um pouco rudes, se não fossem carregados de uma doçura cafajeste. Mas eu sou suspeita pra falar, hahahaha.

  • La Belle Personne, ou A Bela Junie: O filme conta a história de Junie, uma jovem de 16 anos que, após perder a mãe, se muda para a casa dos tios e passa a estudar em no colégio de seu primo. Enturma-se facilmente e envolve-se com um dos amigos de seu primo, que está perdidamente apaixonado por ela. Porém, Junie desperta a atenção de seu professor de italiano (Louis Garrel). O filme é inspirado no romance La Princesse de Clèves, de Madame La Fayette. O filme leva a uma reflexão sobre sentimento e relações em geral, se estamos dispostos a sacrificar tudo por amor e se o amor é uma escolha consciente ou não.
  • Edie Sedgwick: Musa inspiradora de Andy Warhol e de Bob Dylan, Edie foi também uma das primeiras It-Girls, nomeada como tal pela Vogue. Como muitas outras mulheres apontadas como It, Edie teve problemas com peso, bebida, drogas, remédios, depressão e etc. Porém, o que me prende na Edie é o estilo único e quase over – se não fosse tão natural para ela – de seus olhos extremamente maquiados, cabelo curto, brincos gigantes e meia-calça preta (reza a lenda que ela saía da aula de dança e tinha preguiça de trocar de roupa, então jogava vestidos e camisetões por cima do collant e da meia-calça, quando não continuava usando apenas collant e meia-calça). Edie também era apaixonada por peles, estampa de leopardo, listras e chapéus, fazendo deles, seu uniforme.

Uma das inúmeras músicas compostas sobre Edie é Femme Fatale, do Velvet Underground e foi escrita a pedido de Andy Warhol. No clipe, feito com imagens da Edie, é possível observar melhor a forma com que ela se vestia e se maquiava.

vou parar por aqui pra não deixar o post muito longo.

hope you like it, beijos.