NEW YEAR

maybe not that new, but..

2010 acabou de uma forma meio abrupta pra mim. Quando eu me dei conta, o ano já era outro e eu nem sequer tinha um plano (algo bem improvável pra alguém como eu).

Porém, nos últimos dias, acabei firmando aquilo que eu realmente desejo pra esse ano novinho que eu tenho pela frente, e a primeira delas é não desistir. Vou ter que confessar que eu sou uma pessoa desistente, já desisti de muitas coisas na vida, incluindo alguns blogs. Inclusive, já  fiquei tentada a excluir esse blog. Mas chega. Desistir só é uma opção quando todas as outras já se esgotaram. Vou tentar continuar ambos os blogs sem abandoná-los.

Me aguardem. I’ll be back.

JOGO DOS SETE ERROS

Tudo bem Zara, nós amamos vocês. Suas camisetas tem lugar garantido no meu coração. Mas se era pra copiar, podia ter feito de uma forma mais discreta, né? por favor!

Só pra constar, faltou a rosa.

(À direita, Kate Moss na propaganda do perfume Parisienne (YSL).À esquerda, lookbook da coleção de fim de ano da Zara TRF).

MIGREI!

O momento que eu tentei adiar chegou, migrei para outro blog, para escrever sobre outro assunto. Não sei se vou abandonar o Pink, mas por enquanto vou desativá-lo. O criei para escrever sobre moda, e não é mais sobre isso que eu tenho a necessidade de escrever. Se quiser me acompanhar:

LAURA SAID FUCK OFF # TUMBLR

Atenciosamente,

Laura Amaral.

Seis bilhões de parceiros ideais

Nós encontraremos o parceiro ideal para você. Esse é o slogan de uma agência de matrimônio que prova sua eficácia em um comercial de TV. Mas afinal, o que é ideal? Ideal é ter o mesmo gosto musical do parceiro? Ideal é ter a barriga definida e correr 10 km por dia? Nossos padrões são surreais, nossas carências são astronômicas, e agora, um filão lucrativo de mercado. Não que haja algo de errado em querer alguém que tenha algumas afinidades em comum com você, mas pagar dez mil reais por um marido ou procurar pretendentes em sites de encontro parece exagero.

Nosso problema é a solidão. Em meio a mais de seis bilhões de pessoas, nos sentimos sozinhos, isolados, incompreendidos. Reféns de nossa própria carência. Tal carência é somada à velocidade que assola tudo hoje em dia. Não sabemos ter calma. Queremos nos apaixonar para ontem, queremos o combo completo: romance, relacionamento e felicidade, tudo pra viagem. Tudo isso para que, talvez, não nos sintamos tão sozinhos, isolados e incompreendidos.

Nós não somos ideais. Somos errados, errantes. Somos mutáveis. O que ontem era ideal, hoje não é mais. Nós queremos ser perfeitos, mandar no destino feito semideuses inconseqüentes da mitologia.

Precisamos tirar o pé do acelerador e apreciar a paisagem. Olharmos-nos no espelho procurando a nós mesmos e não a um perigoso inimigo infiltrado. Precisamos amar para sermos amados. Amar de verdade, com a alma. Dizer menos não e mais sim. Tentar mais uma vez. Dar a cara à tapa e sorrir com deboche. Usar mais batom e menos base. A vida é curta demais para que capítulos inteiros de sofrimento não levem a um final feliz.

E se não lhe amarem de volta, paciência. Ainda existem outras seis bilhões de pessoas no mundo.

Sobre sapatos e amor à primeira vista.

Uma vez, li que encontrar um namorado era como escolher um par de sapatos. Toda mulher deve saber que não existem regras para encontrar um sapato, já que, na verdade, ele é quem lhe encontra, e não você que o escolhe entre todos os outros. Certamente, toda mulher já teve um sapato mais-ou-menos que lhe valia mais do que todos os outros, um sapato maravilhoso que lhe fazia morrer de dor nos pés e um que, depois de anos, resolveu lhe encher os dedos de bolhas e calos.

Confesso que meu comportamento para comprar sapatos define bastante o meu comportamento sentimental. Lembro-me perfeitamente do último par de sapatos de salto que comprei. Era janeiro e eu ainda chorava o último fora e a perda das minhas inestimáveis sandálias pretas, básicas, inseparáveis, estilo gladiador, pesadas. O salto do pé esquerdo havia entortado de tanto usá-las. A culpa não era minha se elas combinavam com todo o meu armário.  Eu havia passado o dia caminhando, quando vi uma loja de sapatos. O dia havia sido ótimo, mesmo que longo, e eu e minha mãe (melhor amiga, fiel escudeira e motorista), quase como nômades perdidas no deserto, entramos na loja, sedentas por lançamentos de verão.

Ao entrar na loja, me deparei com um par de sandálias pretas de salto muito alto, meia pata e tiras grossas, que embora não fosse o par mais bonito da loja, havia me chamado a atenção da porta. O único número da loja. O meu número. Ao sentar no pequeno pufe de couro e puxar o pequeno fecho dourado da sandália, sabia que aquele sapato deveria ser meu.

Desnecessário dizer que vivi um caso de amor à primeira vista. Até hoje, vivo um caso de paixão com minhas queridas sandálias, que nunca me fizeram uma bolha sequer, e todas as vezes que as calço, sinto-me um pouco mais poderosa.

Naquele dia, eu não havia me planejado para comprar sapatos e, para dizer a verdade, o esmalte dos meus pés estava descascando. Minhas fiéis sandálias pretas me ensinaram uma enorme lição, não há porque criar expectativas enormes ou se prender a velhos apegos, o destino estará lhe aguardando na esquina, o inesperado acontece. Naquele dia, minhas sandálias me fizeram acreditar em amor, mais uma vez.

E uma dorzinha no pé, uma vez ou outra, acontece.

reforma

Já faz algum tempo que eu venho adiando tudo isso, mas quero mudar tudo aqui.

Decidi que não quero mais escrever sobre moda. Na verdade, já havia me dado conta disso há algum tempo, mas agora me decidi de verdade. Talvez por isso eu tenha abandonado o blog. A minha idéia original era excluir o pink, mas acho que não teria sentido algum, já que eu persisti bravamente até agora. Não quero que ele tenha o mesmo fim banal dos meus outros blogs.

Espero que vocês (mãe?) compreendam.

Att, Laura Amaral

crônica sem título + justificativa

Verborragia. É estranho como necessito registrar cada um dos meus impulsos e sentimentos, quase como se fosse vital, feito doença, vício, impulso descontrolado. Preciso escrever para que a tempestade não me destrua, para que eu não me afogue nas minhas próprias águas turvas. E quando escrevo, fluo. Tomo banho na chuva da minha própria tempestade, e deixo que ela leve de mim tudo aquilo que me suga. Deixo que a minha tempestade te leve de mim, para que um dia, tu sejas só uma boa lembrança.

No caos da minha tempestade, encontro poesia. Lá, teu cheiro não exerce poder sobre mim. Lá, somos personagens. Teu destino em minhas mãos, nosso destino em minhas mãos. Mãos que digitam obsessivamente, que tiritam para escrever uma nova história. Uma realidade paralela, controlada pelas minhas digitais, escrita pelas minhas unhas descascadas. Uma realidade egoísta, um refúgio. Fechei minha porta para ti, embora ainda te observe pela janela. Longe o suficiente para não me ver, perto o suficiente para que eu te veja.

Dirás que eu que quis assim, te direi que eu fiz as minhas escolhas. Direi-te que escolhi o mundo ao teu lado, acreditando estar fazendo o melhor para nós dois, quando na verdade, estava escolhendo por mim. Fui egoísta, acelerei demais e bati em uma árvore. Não enxerguei a dimensão dos meus sentimentos. Fechei os olhos para a minha obsessão.

E agora, aqui estamos. Eu, aprisionada no meu reino de mentiras, e tu, ao relento.

Abandonei o blog, é verdade. Mas há pouco mais de um mês, não consigo fazer nada além de escrever. Não tenho inspiração pra escrever nada além deles, isso sem contar a função de fim de ano no colégio, formatura e tal.

Eu uso mais o TUMBLR, e pra quem quiser me seguir, o link é esse.