nice to meet you, my name is autumn

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botas, cardigans, lenços, meias-calças , jaquetas, trench-coats e saias.

finalmente os termômetros começam a marcar temperaturas mais civilizadas e, apesar da imprevisibilidade do tempo em  forno porto alegre, eu confesso que não tenho mais do que reclamar.

Ruivo Platônico

Se eu pudesse nascer denovo, nasceria ruiva. Verdade. Nunca desejei um nariz perfeito ou um implante de silicone. Infelizmente, minhas experiências com tonalizantes acabaram em acaju (já passei por mechas laranjas e cabelos castanho-arroxeados também) e eu nunca tive coragem pra ir além disso (e é claro que pra chegar no tom tão desejado, eu ia precisar descolorir o cabelo..).

Já que não tenho coragem, vou sonhar acordada:

Alguém mais vive isso?

Galliano e o Preconceito

Eu sei que toda essa história de John Galliano já foi divulgada e discutida à exaustão, mas o blog é meu e eu AINDA estou chocada com tudo isso. Tudo bem, Galliano já demonstrou ser um cara no mínimo instável – pra não dizer coisa bem pior, mas eu fiquei espantada com a posição tão radical dele ao dizer que amava Hitler. Quero dizer, John Galliano é gay, e, durante o regime de Hitler, os gays eram enviados a campos de concentração e sofriam perseguições semelhantes às dos judeus, negros, ciganos, imigrantes e afins. Além do preconceito chocante para alguém que também sofre com ele, Galliano foi incoerente, apoiando aquilo que lhe ameaçaria caso o regime fosse vigente. Não estou dizendo que por ser gay ele deva ser obrigatoriamente livre de preconceitos. Temos que assumir que todos nós temos nossas ressalvas, mas isso jamais justificaria a série de atitudes infundadas e desesperadas que ele tomou. Quero dizer, se eu não gosto de azul, não usarei tal cor, mas isso não significa que alguém que a use seja uma pessoa de mal gosto ou que não o consiga fazer com elegância. Se temos de viver em sociedade, devemos aprender a respeitar todas as nuances que ela tem e guardar nossas ressalvas para nós mesmos. Podemos discordar de uma posição, assim como estou discordando da posição de John – mesmo sendo grande admiradora da genialidade e leveza de seu trabalho – e temos o direito de gostar e desgostar do que nos é apresentado e ainda manifestar uma opinião sobre isso. Somos livres. Mas somos reféns de nossa liberdade. Vivemos em sociedade e temos de nos adequar a isso. Não podemos deixar que nossa liberdade interfira na liberdade do outro. Não temos esse direito.

E quanto à posição da Dior, tida como radical para alguns, para mim parece correta. John feriu a liberdade do casal em Marais e manchou suas criações geniais com esse rancor tão sujo e oposto de seu trabalho impecável. Infelizmente, John Galliano usou da pior defesa contra todo o preconceito que sofreu: o ataque. Ele só esqueceu que um erro não justifica o outro.

O mundo da moda está esperando um pedido de desculpa.

 

random

ando com uma vontade de me vestir de “mocinha”, nem me reconheço mais!

ABOUT: PLUS SIZE

Sou contra essa história de plus size. Depois de toda a “onda” de modelos plus size, o mercado foi invadido pela onda dos tamanhos grandes. Parabéns, lembraram que gordinhas também gostam de se vestir. Já não entendia essa história antes, afinal, de que adianta colocar mulheres acima do peso imposto pelo padrão de beleza em ensaios de moda se suas respectivas coxas e cinturas serão retocadas?
 
O fato é que o tal plus size é uma forma errada de incluir as gordinhas no mercado fashion. É um avanço? Sim. O plus size é uma forma de o mercado de moda – responsável pela ditadura da magreza – quitar sua dívida com as gordinhas.

Mas isso não resolve nada, só tapa o sol com a peneira. O real problema mora no padrão de beleza que nos é imposto todos os dias. Não há nada que separe uma mulher tamanho 34 e uma mulher tamanho 44. Ambas podem sair de um provador felizes ou decepcionadas. Ambas tem qualidades e defeitos. Ambas são mulheres, e o tamanho que vestem não as torna mais ou menos mulheres do que aquelas que se encaixam no padrão de beleza.

A verdade é que tudo isso é apenas teatro. Não deveria ser estranho ver mulheres mais cheinhas (mais velhas, mais peitudas, mais malhadas, negras…) em uma passarela. O mundo da moda precisa aprender a admirar as mulheres reais. Nós precisamos aprender a valorizar a real beleza.

É hora de dar um basta. Tamanho 42 não é gorda, e também não deveria ser plus size.

crystal renn antes e depois, ou depois e antes.

INSPIRATION: STYLE SCRAPBOOK

Ando numa fase muito básica. Talvez por isso o estilo da Andy Torres, a blogueira por trás do Style Scrapbook , tenha me chamado tanto a atenção. Andy, que é mexicana, trabalha como stylist em Amsterdam é sempre impecável, porém despojada.

Os looks da Andy são básicos, o que os tira do lugar comum é o jogo de proporções, já que ela brinca muito com comprimentos e ombros marcados. Andy é bem econômica no uso de estampas e cores chamativas, e quando as usa, centraliza o look nelas. Andy também é muito detalhista, e costuma pontuar seus looks mais simples com sapatos – de preferência botas – sobreposições e cintos.

(Andy num momento reles-mortal de all-star)

Inspiração até pro jeans e camiseta.

 (fotos: style scrapbook)

ISABEL MARANT

Isabel Marant é unanimidade quando se trata de prét-à-portér.

A estilista, que foi um dos grandes destaques de 2010, é a nova rainha do estilo francesinha-chique.

Por culpa dela, as calças skinny de barra dobrada e a legging de couro vermelha são tendências confirmadas.

a/w 2010-2011:

 
 

s/s 2011:

    

 

O que mais me atrai no estilo de Isabel Marant é a forma com que ela traduz a influência de uma década. Na coleção de inverno, Isabel traz os ombros, as barras dobradas e os kitten heels dos anos 50, mas a coleção não cai no estereótipo que a década traz consigo. Pelo contrário: a coleção é fresca e apaixonante. Já na coleção de verão, ela traz a tona os anos 70 e a california, usando modelagens mais esportivas e soltas, aliadas ao mood típico da década, mais uma vez, sem cair no estereótipo de pantalonas, safári e disco. Tudo isso somado ao je ne sais quoi e a um toque de despojamento, no melhor estilo peguei-a-primeira-roupa-que-vi.

Como se já não fosse o suficiente, Marant nos oferece o consolo de poder usar dos seus truques de styling pra atualizar o look.

 Pra dobrar as barras do jeans já.

 

(fotos do style.com)